Skip to main content

Publicado em 28/11/2025


PLCM prepara nova fase para Impulsionar a Transformação do Sector da Conservação em Moçambique

Mais oportunidades para jovens moçambicanos se capacitarem na conservação da natureza e uma aposta reforçada na Educação Ambiental marcam a nova fase do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique (PLCM), apresentada na 9.ª sessão do Comité Directivo, realizada a 27 de Novembro, na cidade de Maputo.

Promovido pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), o encontro juntou cerca de 21 participantes, entre representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Área de Protecção Ambiental de Maputo (APA-Maputo), UNIZAMBEZE, Parque Nacional da Gorongosa, Banco Mundial, Embaixada da Suécia e outros parceiros estratégicos. O objectivo central foi discutir os resultados  alcançados nos últimos 11 meses e alinhar a nova abordagem do PLCM para o período 2026-2030.

Ao apresentar o balanço do programa, Luís Bernardo Honwana destacou a avaliação positiva do PLCM, em particular na componente de estágios pré-profissionais, e sublinhou a importância de tratar o programa como uma das iniciativas estruturantes da BIOFUND, de forma a garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

Desde a última reunião do Comité Directivo, realizada em Setembro de 2024, o programa registou avanços substanciais. Na componente I, foram realizados intercâmbios profissionais entre diferentes Áreas de Conservação, promovendo a partilha de experiências entre equipas no terreno. Na componente II, cerca de 56 novos estagiários foram colocados em vários centros de estágio, com foco nas Áreas de Conservação, e 19  jovens depois de concluírem os seus estágios (de anos anteriores), foram contratados nas equipas de diversas instituições do sector de conservação e outros.

Um dos aspectos discutidos foi a necessidade de melhorar os mecanismos de divulgação e partilha de informação, uma vez que quase 50% das candidaturas ao programa continuam a concentrar-se na Província e Cidade de Maputo, enquanto a Província de Niassa apresenta um número muito reduzido de candidatos. Por outro lado, na Reserva Especial do Niassa (REN), cerca de 45 jovens de comunidades locais, participaram em cursos de curta duração e receberam kits de empreendedorismo, abrindo novas oportunidades de geração de rendimento ligado à conservação.

A nova abordagem do PLCM manterá as três componentes existentes, mas passando a componente I a ser implementada directamente pela ANAC. Entre as melhorias já em curso, destaca-se o modelo de indução imersiva 100% presencial, realizado no Parque Nacional de Maputo em Abril de 2025, que ofereceu aos estagiários uma primeira experiência prática nas Áreas de Conservação. Foi igualmente criada uma indução específica para supervisores, reforçando o acompanhamento técnico, pedagógico e logístico no terreno.

Esta nova fase será mais orientada para a Educação Ambiental e para a cidadania ambiental, com metas como a criação de uma Academia Nacional de Conservação, a dinamização da rede Alumni de jovens na conservação, o reforço do apoio pós-estágio e a consolidação de iniciativas de educação para a cidadania ambiental junto de diferentes públicos. Um dos grandes desafios discutidos, é a necessidade de haver um maior compromisso do governo, de garantir empregabilidade dos profissionais que vão sendo capacitados através deste e outros programas de conservação, para que se usufrua deste investimento da melhor forma.

Segundo Alexandra Jorge, Directora de Programas da BIOFUND,

“este comité foi um espaço fundamental para, em conjunto com diferentes intervenientes, trazer contributos que permitam melhorar a estruturação deste novo conceito, capitalizando os pontos fortes e solucionando fragilidades”.

As recomendações do Comité Directivo irão agora guiar os próximos passos para a implementação da nova fase do PLCM, com a ambição de chegar a mais jovens e mais Áreas de Conservação em todo o país.