No âmbito da implementação da metodologia GALS, a BIOFUND realizou em Chipanje Chetu, na província do Niassa um seminário de catalisação que reuniu 68 participantes, dos quais 42 homens e 26 mulheres. Entre os presentes, 31 eram adultos e 37 jovens. A iniciativa integrou o trabalho que vem sendo desenvolvido nos projectos MozNorte e MozRural, para reforçar relações de género mais equitativas, meios de vida mais resilientes e uma participação comunitária mais activa.
Publicado em 31/03/2026
Seminário de catalisação do GALS reforça aprendizagem, inclusão e mudanças práticas nas comunidades do Niassa
Mais do que um momento de formação, o seminário serviu para monitorar o trabalho já realizado nas comunidades, avaliar as réplicas feitas em aprendizagem em pares, consolidar aprendizagens do primeiro ciclo e definir metas para os três meses seguintes. O processo incluiu também reflexão colectiva, visitas de campo, partilha entre participantes e introdução de ferramentas de monitoria e avaliação.
A metodologia GALS aposta em ferramentas visuais e participativas para ajudar famílias, grupos comunitários e lideranças locais a identificar desafios, construir planos de acção e transformar relações marcadas por desigualdades. No contexto das áreas de conservação, esta abordagem é particularmente relevante, porque a boa gestão dos recursos naturais depende também de comunidades mais inclusivas, organizadas e capazes de decidir em conjunto.
O Casal, Abel Daimone e Sicuzane Iassine, afirma que a metodologia já está a produzir mudanças concretas na sua família: “estamos a melhorar nossas vidas (…) estamos a conseguir economizar dinheiro (…) queremos melhorar com a nossa casa.” Outros testemunhos apontam para a diversificação dos meios de vida, incluindo cajueiros e criação de pequenos animais, bem como para melhorias graduais na habitação e no bem-estar familiar.
Estes exemplos ajudam a perceber que o GALS não se limita à sala de formação. A metodologia prolonga-se na vida quotidiana, nas decisões familiares, na organização económica e na forma como mulheres, homens e jovens passam a participar na definição do futuro das suas comunidades.
Ao promover diálogo, aprendizagem em pares e liderança local, a iniciativa reforça uma base importante para que a conservação da biodiversidade caminhe lado a lado com inclusão social, dignidade e oportunidades concretas para as famílias.
