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Publicado em 31/03/2026


Primeiro Pangolim resgatado no Centro do Parque Nacional de Chimanimani marca Avanço na Conservação da Espécie em Moçambique

No âmbito do projecto “Resgate, Reabilitação e Soltura do Pangolim no Parque Nacional de Chimanimani”, financiado pelos fundos do Cartão bio, foi realizado com sucesso o primeiro resgate e devolução à natureza de um pangolim, reforçando a protecção de uma das espécies mais traficadas do mundo.

O animal foi encontrado fora do seu habitat natural na comunidade de Mpunga, na zona tampão do parque, e encaminhado para o Centro de Resgate, Reabilitação e Soltura do Pangolim, inaugurado em 2025. Esta infra-estrutura, criada a partir da adaptação de um contentor especializado, dispõe de áreas de primeiros socorros, quarentena e um recinto controlado para recuperação dos animais resgatados.

No centro, o pangolim foi submetido a uma avaliação sanitária, que confirmou o seu bom estado geral, com sinais ligeiros de desidratação e estresse, prontamente estabilizados pela equipa técnica. Durante o processo, foram instalados dispositivos de rastreamento VHF e GPS para permitir a monitoria após a sua soltura.

Considerando a elevada sensibilidade da espécie ao cativeiro, o animal foi libertado no mesmo dia numa área segura do parque, com condições ecológicas adequadas e reduzida presença humana, marcando o primeiro caso registado pelo centro desde a sua criação, e que se revelou bem-sucedido de sucesso do centro.

Após a soltura, iniciou-se a monitoria por telemetria, com acompanhamento regular para avaliar a adaptação e sobrevivência do animal. Este sistema permitirá também recolher dados sobre padrões de movimento e uso de habitat, contribuindo para o reforço das estratégias de conservação.

Desde 2021, antes da instalação do centro, mais de uma dezena de pangolins já foram resgatados nesta área de conservação, muitos deles vítimas do tráfico ilegal. Com a criação desta infra-estrutura, passaram a existir melhores condições para o maneio, estabilização e acompanhamento dos pangolins resgatados, aumentando as suas hipóteses de sobrevivência e reintegração na natureza.

Paralelamente, têm sido realizadas acções de sensibilização junto das comunidades locais, com o objectivo de reduzir a captura ilegal e promover a protecção da espécie.

A implementação deste centro e os resultados agora alcançados evidenciam o impacto dos fundos do Cartão bio, uma parceria entre a BIOFUND e o Banco Comercial de Investimentos (BCI), no reforço da capacidade nacional de resposta ao tráfico de fauna bravia e na conservação da biodiversidade em Moçambique.