BIOFUND doa 36.000.000 de Meticais a três Áreas de Conservação

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Na sua reunião de 21 de Setembro de 2017, o Conselho de Administração da BIOFUND aprovou mais financiamentos a conceder a áreas de conservação durante o período 2018-2020, no âmbito do 3º Ciclo do Projecto Abelha.

Das 9 propostas recebidas, um júri nomeado pela BIOFUND seleccionou para financiamento três dos concorrentes, a quem são atribuídos valores entre 9.500.000 e 15.000.000 MT por um período de 3 anos. São eles:

  1. Parque Nacional do Zinave (área de conservação terrestre, província de Inhambane)
  2. Parque Nacional do Bazaruto (área de conservação terrestre, província de Inhambane)
  3. Reserva Especial de Maputo (área de conservação terrestre e marinha, província de Maputo)

É de salientar que estes financiamentos juntam-se aos que a BIOFUND já realiza desde 2016, no âmbito do 1º e 2º ciclos do projecto Abelha, beneficiando as seguintes áreas de conservação: Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (província de Maputo), Parque Nacional do Limpopo (província de Gaza), Zona de Protecção Total do Cabo S. Sebastião (província de Inhambane), Reserva Nacional do Gilé (província da Zambézia), Parque Nacional das Quirimbas (província de Cabo Delgado) no âmbito do mesmo projecto de financiamento.

O projecto Abelha, tem por base um fundo subscrito em 20% pela própria BIOFUND e em 80% pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), no âmbito do quarto Contrato de Redução da Dívida e de Desenvolvimento (C2D) assinado entre os governos da República de Moçambique e da República Francesa a 20 de Julho de 2015 para o “Projecto de apoio às áreas de conservação e preservação dos elefantes em Moçambique” (APEM).

A contribuição da BIOFUND resulta do rendimento do seu fundo de investimento, constituído a partir de contribuições da Cooperação Alemã através da KfW (USD 17M) do GEF através do Banco Mundial (USD 3.2 M) e da Conservation International/GCF (USD 1M).

Além do Projecto Abelha, considerado modalidade padrão dos seus financiamentos, a BIOFUND está activa na mobilização de fundos para outros tipos de apoio financeiro à conservação, canalizando neste momento uma média de 1 milhão de USD por ano, para o Sistema Nacional das Áreas de Conservação.