Bravura, Atitude e Dedicação dos Fiscais passará a ser Premiada Anualmente

Carlos-Lopes-Perreira

Cerca de 100 mil libras serão destinadas a criação de um mecanismo com vista a premiar e criar um fundo de emergência, a partir de 2020, que beneficie os profissionais que fiscalizam, as Áreas de Conservação de Moçambique.

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) fará a gestão do Fundo e vai contribuir com o valor de 50 mil libras para esta iniciativa que resulta de uma doação inicial feita pelo Dr. Carlos Lopes Pereira, no mesmo valor, com o objectivo de notabilizar o engajamento desta classe de profissionais.

O referido fundo deverá contar com outros apoios adicionais e será investido localmente. Assim, os rendimentos do investimento do total que se apurar servirão para lançar duas categorias de premiações que visam destacar os melhores profissionais.

A primeira categoria, associada a um valor monetário de 60 000MT, consiste na premiação do fiscal exemplar através de um prémio único, de reconhecimento vitalício atribuído a indivíduos que se destaquem pela sua dedicação e engajamento excepcional no seu trabalho, tendo contribuído durante muitos anos para actividades de fiscalização e protecção da conservação em Moçambique.

A segunda premiação, associada a um valor monetário de 15 000 MT, será para o fiscal do ano, em reconhecimento da dedicação e bravura dos fiscais que arriscam diariamente as suas vidas para a protecção das espécies de fauna, flora e habitats das Áreas de Conservação em Moçambique. O prémio será atribuído anualmente a fiscais que se destacam no seu trabalho e atitude pessoal, escrutinados por uma comissão técnica de avaliação composta pela BIOFUND e ANAC.

No mesmo âmbito, o Fundo de apoio a fiscais, vai ainda disponibilizar recursos, no valor global de 20 000MT, para dar algum amparo imediato, em casos de emergência, aos familiares mais próximos de fiscais que percam a vida ou fiquem incapacitados no exercício das suas funções.

O Fundo tem como patrono o Dr. Carlos Lopes Pereira que, em reconhecimento da sua paixão e dedicação na liderança pela conservação, foi galardoado em 2019 com o prémio “Prince William Award para a conservação em África” no valor de 50 mil libras.