Áreas de Intervenção

Actualizado a 26/05/2026


Para alcançar os seus fins e tendo sempre presente o interesse público e o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, a Fundação vai principalmente financiar custos recorrentes nas actividades seguintes:

  • Conservação e gestão sustentável dos recursos naturais e da biodiversidade aquática e terrestre;
  • Gestão e desenvolvimento das Áreas de Conservação, com prioridade dada ao financiamento de custos de gestão recorrentes das ACs;
  • Apoio a actividades de subsistência para comunidades residentes em ACs e zonas tampão, quando essas actividades são realizadas em harmonia com os objectivos de conservação e que resultem na redução de acções que degradem o meio ambiente;
  • Investigação sobre a biodiversidade e monitoria ecológica;
  • Formação de quadros e agentes do sistema nacional de conservação e de outros sectores relevantes;
  • Promoção do turismo e de outras actividades em benefício da conservação, dentro dos limites da capacidade de suporte do ambiente em benefício da economia local;
  • Reforço da sensibilização e participação das partes interessadas na protecção e conservação das ACs nacionais através da educação e sensibilização para a conservação e o valor das ACs.

Os Quatro Pilares do Plano Estratégico da BIOFUND

O Plano Estratégico (PE) 2023–2027 elaborado num processo amplamente participativo que envolveu vários ministérios, a comunidade da conservação e parceiros de cooperação definiu, de maneira clara, as direcções principais da actuação em quatro pilares que reflectem as áreas de foco e de acção da Fundação e que contribuem para a concretização da sua missão. Os primeiros três pilares dizem respeito à estratégia de acção da BIOFUND, enquanto o quarto pilar se refere ao funcionamento institucional da Fundação.

No anterior Plano Estratégico (2018-2022), o principal foco consistiu na consolidação Institucional e na criação da capacidade técnica necessárias para cumprir as funções de uma Fundação Fiduciária da Conservação (Conservation Trust Fund – CTF), o actual Plano define a implementação plena das actividades centrais da Fundação incluindo intervenções mais sistemáticas sobre o estado de biodiversidade, expansão da rede nacional das Áreas de Conservação, advocacia, educação ambiental e parcerias, conforme apresentado na descrição dos pilares abaixo.

O primeiro pilar, Financiamento à Conservação da Biodiversidade, representa a missão central da Fundação e tem sido fortalecido desde o plano estratégico anterior. A BIOFUND continua a financiar a rede de Áreas de Conservação e a apoiar iniciativas que promovem a conservação da biodiversidade em Moçambique.

O segundo pilar, Mobilização de Fundos, foca-se na captação de recursos financeiros para o fundo de Endowment e para a implementação de projectos. A BIOFUND explora diversas fontes de financiamento, incluindo doadores tradicionais, fundos multilaterais, investimento privado, compensações ambientais, conversão de dívida pública e mecanismos ligados à economia verde e azul.

O terceiro pilar, Advocacia e Educação Ambiental, visa promover políticas favoráveis à conservação e sustentabilidade da biodiversidade, enquanto investe na educação ambiental a diferentes níveis da sociedade. Para reforçar o seu impacto, a BIOFUND pretende tornar a comunicação mais inclusiva e implementar uma estratégia eficaz com o envolvimento de vários parceiros.

O quarto pilar, Organização Eficiente e Sustentável, a instituição aposta na optimização da sua estrutura organizacional, promovendo a transparência, a eficiência na gestão de fundos e a retenção de talento qualificado. Para tal, reforça os processos internos, a gestão de riscos, as salvaguardas ambientais e sociais, bem como a monitoria e avaliação das suas iniciativas, garantindo um funcionamento consistente e profissional em parceria com os grupos de interesse (stakeholders).