A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) apresentou, no dia 18 de Junho de 2026, em Maputo, um balanço de 2025 marcado pela resiliência financeira, pelo apoio continuado às Áreas de Conservação e pelo reforço da sua sustentabilidade institucional. Na 4.ª sessão ordinária da Assembleia de Membros, a instituição destacou desembolsos superiores a 12,2 milhões de dólares norte-americanos para 23 áreas de conservação, através de 35 projectos, e o crescimento do Fundo Patrimonial (Endowment) para cerca de 69,5 milhões de dólares.
Publicado em 23/06/2026
Assembleia de Membros da BIOFUND aprecia resultados de 2025 e destaca resiliência financeira para a conservação
A sessão reuniu membros, parceiros e convidados da instituição para apreciar os resultados alcançados em 2025 e discutir os desafios e perspectivas para a conservação da biodiversidade em Moçambique, num contexto nacional complexo e de maior incerteza no financiamento internacional.
Apoio às Áreas de Conservação manteve-se acima dos 12 milhões de dólares
Durante a apresentação do Relatório Anual de 2025, o Presidente do Conselho de Administração, Carlos dos Santos, sublinhou que a BIOFUND manteve o seu compromisso com o Sistema Nacional das Áreas de Conservação, mesmo perante desafios significativos ao nível do financiamento. Os resultados apresentados evidenciam a capacidade de adaptação da Fundação e a importância de uma base financeira cada vez mais resiliente para garantir a continuidade do apoio à conservação.
Capital humano e educação ambiental em destaque
No domínio da capacitação e do desenvolvimento do capital humano, a Fundação continuou a investir na formação de gestores e técnicos das Áreas de Conservação e na implementação do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique (PLCM). Na advocacia e educação ambiental, mais de 23 mil pessoas participaram em iniciativas promovidas e apoiadas pela BIOFUND, com destaque para a 3.ª Conferência da Biodiversidade Marinha, realizada na cidade da Beira.
Governação e transparência reforçadas
A Assembleia tomou igualmente conhecimento dos avanços institucionais registados em 2025, incluindo a criação do Comité Científico e da Unidade de Auditoria Interna. Estas medidas reforçam os mecanismos de governação e transparência da instituição, num momento em que a confiança dos parceiros e a solidez interna se tornam ainda mais relevantes para a continuidade dos esforços de conservação.
Membros alertam para conflitos homem-fauna bravia e financiamento
Durante o debate, os membros da Assembleia reconheceram o trabalho desenvolvido pela Fundação e destacaram a importância de reforçar a atenção a temas como os conflitos entre o homem e a fauna bravia, a exploração sustentável dos recursos naturais e o envolvimento das comunidades locais nos esforços de conservação. Foram ainda discutidos os impactos da suspensão de alguns projectos financiados por parceiros internacionais e a necessidade de continuar a diversificar as fontes de financiamento para assegurar a sustentabilidade das acções de conservação.
Continuidade institucional e homenagem
A sessão incluiu também a eleição de Catarina Chidiamassamba como nova Secretária da Mesa da Assembleia de Membros da BIOFUND, assegurando a continuidade dos trabalhos deste órgão. Na mesma ocasião, os participantes prestaram homenagem ao Dr. Roberto Zolho, membro fundador da BIOFUND e Secretário da Mesa da Assembleia de Membros, falecido recentemente, tendo sido observado um minuto de silêncio em sua memória.
Sob o lema “Resiliência financeira face à crise no quadro nacional e global na conservação”, o balanço de 2025 deixou evidente que a resiliência financeira é hoje uma condição essencial para manter o apoio às Áreas de Conservação, reduzir riscos associados à instabilidade do financiamento internacional e assegurar a continuidade das acções de conservação em Moçambique.
