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Período

2021 – Permanente

Beneficiários

SBV, PNAB, PNZ, PNL, PNAM e PNAG

Parceiros

ANAC

Orçamento anual

USD 625,000.00

O Projecto Pós-Abelha, implementado desde 2021 com carácter permanente, é totalmente financiado pelos rendimentos do endowment da BIOFUND, com um orçamento médio anual de aproximadamente USD 715,000.00. O seu principal objectivo é garantir a continuidade das acções iniciadas pelo Projecto Abelha, concluído em 2021, assegurando a sustentabilidade das actividades de apoio à gestão, fiscalização e monitoria da biodiversidade em (Entre 2021 e 2023 o projecto incluiu o Parque Nacional das Quirimbas, que posteriormente em 2024 foi transferido para o projecto ASA.) seis Áreas de Conservação, nomeadamente: Santuário Bravio de Vilanculos (SBV), Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto (PNAB), Parque Nacional de Zinave (PNZ), Parque Nacional do Limpopo (PNL), Parque Nacional de Maputo (PNAM) e Parque Nacional de Gilé (PNAG).

Desenvolvido em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o Projecto tem desempenhado um papel fundamental na consolidação dos esforços de conservação e na protecção da biodiversidade nas áreas beneficiárias.

As áreas apoiadas registaram avanços significativos em restauração ecológica, monitoria da fauna e envolvimento comunitário. No Santuário Bravio de Vilanculos foi iniciada e mantida a restauração de 1.000 hectares anteriormente afectados por Cuscuta sp., enquanto no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto tiveram início acções de remoção da mesma espécie invasora. A monitoria de tartarugas marinhas foi realizada de forma contínua no SBV, PNAB e PNAM, apoiada pelo uso de câmaras trap e por acções regulares de limpeza de praias. Para estas actividades são contratados, anualmente, entre 40 e 80 trabalhadores sazonais.

Estas actividades foram co-financiadas com recursos provenientes do Orçamento do Estado, Peace Parks Foundation, MozBio 2, entre outras fontes.

Principais Actividades Realizadas em 2025

Assegurado o funcionamento das 6 áreas de conservação beneficiárias do projecto, cobrindo custos operacional tais como aquisição de ração e uniformes para fiscais, contratação de trabalhadores sazonais, monitoria de fauna, deslocação e estadias, combustível e, manutenção das infra-estruturas e equipamentos.

No total, foram contratados 102 trabalhadores sazonais, distribuídos pelas diferentes áreas de intervenção, nomeadamente: plantio de mudas de mangal e apoio ao sector de conservação, actividades de maneio de fauna, manutenção de infra-estruturas, monitoria de tartarugas marinhas, remoção de espécies invasoras, recolha de resíduos nas praias e gestão do CHFB.

No PNAB registou-se a recolha de mais de 157.000 kg de resíduos sólidos, dos quais mais de 67.000 kg correspondem ao plástico. No SBV, foram removidos em média 25 kg de resíduos sólidos por dia.

No desenvolvimento comunitário, foram distribuídas 40 colmeias a nove comunidades da zona tampão do PNZ, através da associação Vuka Zinave, para promover a apicultura como alternativa sustentável de geração de renda. Adicionalmente, as acções de sensibilização comunitária promovidas pelos Grupos de Amigos do Ambiente e pelos clubes ambientais nas escolas contribuíram para que, ao longo de 2025, não fossem registados casos de queimadas descontroladas no PNZ.

Algumas destas actividades foram co-financiadas com recursos provenientes do Orçamento do Estado, Peace Parks Foundation, Instituto para Gestão de Fauna, entre outras fontes.