BIO-Fundo de Emergência: Evolução e seus impactos na protecção da biodiversidade em Moçambique

Em apenas 5 meses após a sua criação, o Programa BIO-Fundo de Emergência já contribuiu para a protecção de 12 695 911 hectares de biodiversidade em 24 Áreas de Conservação do país, das quais 11 são áreas de gestão pública, 11 sob gestão privada e duas áreas de gestão comunitárias, através do apoio no pagamento de salários mais de 958 fiscais.

Conheça a evolução deste programa e seus impactos aqui!

DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS: A água, zonas húmidas e vida são inseparáveis

Decretado em 1971, na cidade iraniana de Ramsar, 2 de Fevereiro marca a celebração internacional da adopção da Convenção sobre as Zonas Húmidas, ou simplesmente a Convenção de Ramsar. Uma convenção que visa promover a cooperação internacional e incentivar as acções para uma gestão racional e sustentável das zonas húmidas para a manutenção da vida da humanidade e da biodiversidade.

As Zonas Húmidas são ecossistemas de transição entre os ambientes aquáticos e terrestres, distribuídos em áreas de pântano, águas naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, com água estática ou corrente, fresca, salobra ou salgada, incluindo áreas marinhas com profundidade, na maré baixa, que não exceda seis metros de profundidade.

Encontrando-se entre as mais produtivas do mundo, as zonas húmidas sustentam a humanidade e a natureza, providenciando uma série de serviços ecossistémicos insubstituíveis a nível global, como a água potável, biofiltragem de água, habitat para várias espécies migratórias, mantêm o equilíbrio de vários ecossistemas e contribuem para atenuar os efeitos das alterações climáticas.

Anualmente 200 novas espécies de peixes são descobertas em zonas húmidas e mais de 1 bilhão de pessoas depende directamente deste ecossistema para a sua sobrevivência.

Contudo, apesar da sua importância, o crescimento populacional, a urbanização costeira, a poluição, e o consumo irresponsável de água coloca uma pressão irreversível sobre as zonas húmidas.

Hoje, cada um de nós é chamado a contribuir para a protecção das zonas húmidas, tomando decisões com consciência ambiental, tal como aumentar a eficiência do uso de água, sensibilizar as populações para o uso sustentável da água, não destruir zonas húmidas, restaurar zonas impactadas e integrar este ecossistema no planeamento territorial e na gestão de recursos naturais.

Moçambique é signatário da Convenção de Ramsar, sobre Terras Húmidas desde 2004 (https://www.ramsar.org/wetland/mozambique), visando garantir a implementação de acções de proteção e conservação destes ecossistemas aquáticos, pelo reconhecimento do papel que desempenham no equilíbrio ecológico. Moçambique tem actualmente duas áreas proclamadas Ramsar, que cobrem uma área total de 4,534,872 hectares, nomeadamente o Complexo de Marromeu (que inclui o Delta do rio Zambeze, onde a BIOFUND apoia a conservação da biodiversidade) e o lago Niassa e a sua zona costeira.

Diocórcia Chaguala – Mãe, esposa e heroína da biodiversidade

Diocórcia é uma das poucas mulheres do Parque Nacional de Limpopo (PNL) que trabalha no sector de fiscalização há 12 anos. Ela sempre sonhou em trabalhar na área de conservação e este sonho veio a realizar-se em 2008, ano em que ingressou no PNL, como fiscal.

Esposa, mãe e dona de casa, Diocórcia passou primeiro por uma formação em fiscalização que exigiu de si muita coragem e persistência. Confessa que no início não foi fácil conciliar as actividades, pois, o trabalho de fiscalização requer coragem e determinação, principalmente sendo mulher.

O meu maior desafio foi quando tive de abandonar a minha família durante vários dias para permanecer nos postos de fiscalização junto com os outros colegas, não foi fácil. Em algum momento pensei em desistir devido às adversidades, mas a minha coragem e o apoio da família me conduziram até ao fim”.

Actualmente, o número de mulheres que trabalham no sector da fiscalização tem vindo a crescer em Moçambique, segundo os dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação, em todo país as Áreas de Conservação contam com mais de 170 mulheres que não medem esforços para a preservação da natureza.

Família de leões dá boas-vindas às estagiárias do PLCM na Reserva Especial Niassa

O facto deu-se na última quarta-feira, 20 de Janeiro, nos escritórios de Mariri, uma concessionária do Bloco L5S da Reserva Especial de Niassa, onde encontram-se Sofia Nhalungo e Tânia Zeferino, estagiárias da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e beneficiárias do Programa de Liderança para Conservação de Moçambique (PLCM).

E se a relação entre este mamífero felino e o homem tem sido assustadora, desta vez o encontro foi amigável. A família de leões, composta por um macho e duas fêmeas, não só decidiu fazer pausa para fotos, como também permaneceu tranquila ao se aperceber da presença humana. Após alguns minutos a família decidiu prosseguir o seu passeio pela reserva.

Ver a família de leões foi uma experiência marcante para as futuras líderes em conservação, afinal não são todos os dias que temos a chance de estar cara a cara com o “rei da selva”.

“Foi emocionante ver os leões no seu habitat tranquilos, parecendo não se importar com a nossa presença.  Naquele momento, pude perceber que na verdade nós, os humanos, é que fizemos deles nossos inimigos, pois, invadimos o espaço o seu e eles acabam mostrando um comportamento agressivo para se defender.” Afirmou Sofia Nhalungo

Por seu turno, Tânia Zeferino contou que quando viu os leões tão próximos e sem apresentar nenhum comportamento agressivo, percebeu que é possível a coexistência entre os humanos e a fauna bravia, desde que se respeite o espaço de cada um.

A visita tranquila e harmoniosa dos felinos às estagiárias realçou a possibilidade de boa convivência entre o ser humano e a natureza e os ganhos mútuos que a conservação oferece ao homem assim como à natureza. Igualmente, foi destacado o potencial que as Áreas de Conservação têm para a prática do turismo baseado na natureza.

Sofia Nhalungo e Tânia Zeferino são recém-graduadas em Ecologia e Conservação da Biodiversidade Terrestre e Biologia Marinha, Aquática e Costeira, respectivamente e encontram-se na Reserva Especial de Niassa para desenvolver habilidades práticas de trabalho de campo por período de dezassete dias, no âmbito do Programa de Estágios do PLCM.

Concluído o primeiro projecto financiado pelo Cartão bio

Trata-se do projecto apoiado pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, através do Cartão bio, uma parceria da BIOFUND com o Banco Comercial de Investimentos (BCI), que visa contribuir para a preservação de rinocerontes, em vias de extinção no Sábiè Game Park, no distrito da Moamba.

O Sábiè Game Park compreende 25% da fronteira total do Parque Nacional Kruger (KNP) com Moçambique e é de extrema importância para os esforços de conservação de rinocerontes e elefantes, pois actua como uma zona tampão, estando entre as maiores concentrações mundiais de rinocerontes remanescentes no KNP a oeste e da caça furtiva que emana do leste de Moçambique.

O projecto desenhado pela MozParks Initiative INC., consistiu na aquisição, instalação e implementação de um sistema de monitoria e rastreamento seguro e eficiente para melhor proteger o rinoceronte (preto e branco), concentrado no sul do Parque Nacional Kruger (KNP), na África do Sul, e que atravessa a fronteira para o Sábiè Game Park em Moçambique. Esta acção tem como principais objectivos monitorar e rastrear o rinoceronte, de modo a aprimorar sua protecção e contribuir para o estudo do comportamento e das suas preferências ecológicas nesta Área de Conservação.

O projecto teve duas fases de implementação, sendo a primeira da aquisição do material de rastreamento e a segunda da colocação das etiquetas de rastreamento nos rinocerontes.

A colocação das etiquetas de rastreamento nos rinocerontes foi feita com apoio aéreo, através do uso de um helicóptero e intervenção de uma unidade veterinária especializada (Mozambique Wildlife Services) para anestesiar os rinocerontes, usando o seguinte procedimento:

  1. O rinoceronte é detectado dentro do perímetro do Sábiè Game Park e a equipa reúne-se para executar a operação;
  2. A operação ocorre dentro de 24 horas após a detecção do rinoceronte e consiste em localizar o animal, anestesiar, colocar a etiqueta de rastreamento, tratar alguma ferida que este possa ter e proceder à sua libertação;
  3. Cada etiqueta passa a ser permanentemente acompanhada pelo sistema de rastreamento.

Por outro lado, como medida adicional para garantir uma maior cobertura na protecção dos rinocerontes, o Sábiè Game Park em colaboração com a Saving the Survivors, adoptou também a técnica de remoção dos cornos dos rinocerontes. Este processo é realizado enquanto o rinoceronte está sedado, onde depois de cortados, os cornos são pesados, etiquetados e guardados em segurança fora das Áreas de Conservação.

Esta acção inibe o abate dos rinocerontes por caçadores furtivos e tem apresentado resultados positivos na redução de mortes de rinocerontes em reservas e parques no Zimbabwe e na África do Sul, pois, ao contrário dos elefantes, os cornos dos rinocerontes voltam a crescer depois de alguns anos e a remoção de forma segura e regular poderá garantir que estes deixem de ser alvo dos caçadores furtivos. Saiba mais sobre o processo de remoção dos cornos dos rinocerontes aqui.

Importa referir que, só no mês de Agosto de 2020, dois rinocerontes foram abatidos e tiveram os seus cornos retirados de forma brutal, por caçadores furtivos na localidade de Sábiè.

Espera-se que o sistema de monitoria e rastreamento dos rinocerontes financiado pela BIOFUND através do Cartão bio, assim como a técnica de remoção dos cornos nos animais, uma iniciativa do Sábiè Game Park e da Saving the Survivors, contribua para a redução de perdas de rinocerontes no país.

Comunidade de Muthemba Safaris na província de Gaza, comprometida com a conservação da biodiversidade

Através da abertura de novas escolas, furos de água para as comunidades, promoção de actividades de educação ambiental nas escolas locais, entre outras actividades de desenvolvimento comunitário, Muthemba Safaris sensibiliza as comunidades a abraçarem a causa da preservação dos recursos naturais. Esta foi a forma de manter a comunidade da zona tampão comprometida na conservação dos cerca de 10.000 hectares de floresta de Mopane e fauna maioritariamente composta por búfalos, elefantes, impalas, leopardos, hienas, leões, e diversas espécies de aves. Afinal conservação é desenvolvimento.

“A relação da Muthemba Safaris com a comunidade local é muito boa, a acções de responsabilidade social tem contribuído para o engajamento da comunidade nas actividades de conservação”. Declarou Zefanias Williamo Sibanda, membro da comunidade de Tchenge e fiscal do Muthemba Safaris.

Este dado foi avançado aquando da visita de monitoria, realizada a Mutemba Safaris, uma Fazenda de Bravio localizada no Posto Administrativo de Chicualacuala, distrito de Massangena, província de Gaza, no âmbito do BIO-Fundo de Emergência. Este programa beneficia a área no pagamento de salários dos fiscais desde Agosto de 2020, que eram anteriormente cobertos com fundos provenientes de receitas turísticas, que devido a covid 19 são de momento inexistentes.

Gaby: o cão que está a fazer a diferença na fiscalização em Massingir Safaris

Com pouco mais de 2 anos, Gaby, tem sido um verdadeiro guardião da natureza e uma peça indispensável para as actividades de fiscalização em Massingir Safaris.

Com as suas habilidades de farejar, o pequeno mamífero tem ajudado os três fiscais de Massingir Safaris, a conservar a biodiversidade de 8.000 hectares de área, pois, além de inteligente, em casos de perseguições de caçadores furtivos, Gaby consegue em pouco tempo rastrear os passos dos furtivos.

O uso de cães farejadores, tem sido uma aposta de sucesso nas actividades de patrulhamento em Massingir Safaris. Actualmente esta área de conservação conta com canis para cerca de seis cães treinados para actividades de fiscalização e patrulhamento.

Localizada na província de Gaza, Massingir Safaris é uma Área de Conservação sob gestão privada, que apesar da redução da facturação por conta da COVID-19 continua a conservar a biodiversidade e em breve será beneficiária do BIO-Fundo de Emergência.  Possui uma biodiversidade composta por uma flora e fauna rica em Búfalos; Impalas; Babuínos; Diversas espécies de aves e insectos, floresta de Mopane; floresta de Terminalia; muitas espécies de Combretum e Acacia nigrescens.

Em termos de lazer, Massingir Safaris oferece aos seus hóspedes uma variedade de actividades, como caça, safaris com diversos miradouros para observar a natureza deslumbrante.

Sector de Conservação reúne esforços para combater a caça furtiva através de uma campanha de sensibilização

Denominada a “Caça furtiva rouba de todos nós”, a campanha foi desenvolvida pela Administração Nacional das Áreas de Conservação – ANAC em colaboração com a WILDAID, uma organização não governamental que trabalha para a preservação da vida selvagem, e outros parceiros de conservação, incluindo a Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND.

A campanha tem como objectivo sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de preservar a diversidade de fauna e flora. Esta sensibilização será feita através de documentários televisivos, pequenos anúncios de serviço público, “outdoors”, mídia social e outras actividades de sensibilização em áreas remotas, utilizando embaixadores locais como políticos, músicos, desportistas, líderes religiosos e fiscais.

Numa fase inicial, participam como embaixadores da campanha o antigo Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano e os artistas Stewart Sukuma, Lizha James, King Sweet Nassam, que usam a sua voz e imagem como um recurso de sensibilização para o combate a caça furtiva.

Assista aos vídeos da campanha através dos links abaixo e não se esqueça de se subscrever na nossa página no Youtube.

Mais de USD 9 milhões para a Conservação da Biodiversidade para o ano de 2021

A 19ª Sessão do Conselho de Administração da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), acabada de realizar, aprovou para 2021 um orçamento que totaliza cerca de 9 milhões de USD. Desta cifra 74% são destinados a desembolsos directos para as áreas de conservação, incluído o apoio a actividades comunitárias de interesse para a conservação realizadas nas zonas tampão.

91% do Orçamento de 2021 será coberto por recursos do programas MOZBIO II, do Banco Mundial, da AFD/FFEM, do programa PROMOVE Biodiversidade, da EU e por recursos próprios da BIOFUND. A parte restante será financiada pela KfW, pelo UNDP e pela USAID.

No próximo ano, a BIOFUND prevê ainda continuar o seu esforço de mobilização de mecanismos de financiamentos inovadores para a conservação da biodiversidade, e de intensificação de acções de formação de modo a contribuir para o melhoramento contínuo dos recursos humanos  do Sistema Nacional das Áreas de Conservação.

Outro destaque para as actividades de 2021, vai para a continuidade do “BIO-Fundo de Emergência”, criado em Junho de 2020 com o objectivo de assegurar os postos de trabalho dos fiscais e pessoal essencial para apoio à fiscalização, das Áreas de Conservação sob gestão pública e privada, em resposta ao impacto negativo da pandemia do COVID-19 no sector da turismo. O BIO-Fundo de Emergência, no valor de cerca de USD 3 milhões, é alimentado com recursos provenientes do próprio Endowment da BIOFUND, acrescido de importantes contribuições do Governo da Suécia e da USAID.

Voltado, desta feita, para a mitigação dos desastres climáticos que possam afectar o património natural do país foi aprovado nesta 19ª sessão do Conselho de Administração da BIOFUND o Projecto ECO-DRR, financiado pela AFD.

Estagiários do PLCM trocam experiências em liderança e inovação no sector da conservação

Com vista a acompanhar os estágios desenvolvidos nas Áreas de Conservação e a nível das instituições centrais de conservação da biodiversidade, o Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique -PLCM, promoveu um Webinar para a troca de experiências entre os estagiários. O evento decorreu no dia 15 de Dezembro, através da plataforma ZOOM.

Durante cerca de 3 horas, estagiários afectos aos diferentes centros de estágios a nível nacional, trocaram experiências sobre as actividades desenvolvidas, durante o primeiro período de estágio, assim como sobre os desafios enfrentados e partilharam ideias inovadoras que podem ser aplicadas para o desenvolvimento do sector de conservação.

Formados em diferentes áreas do saber, os jovens demonstraram que todas as áreas de formação podem contribuir para a conservação da biodiversidade. Um exemplo a destacar é Vitalina da Graça, jovem formada em Psicologia Clínica, que está a aplicar os seus conhecimentos à motivação dos fiscais do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto – PNAB.

O trabalho de fiscalização requer um acompanhamento contínuo e muita motivação. Nesta vertente, tenho realizado dinâmicas de grupo e individuais, e avaliações psicológicas e comportamentais com os fiscais e trabalhadores do PNAB. Espero que estas sessões melhorem as actividades dos profissionais e assegurem bons resultados de fiscalização” – disse Vitalina da Graça.

Mostrando-se verdadeiros líderes de conservação, os jovens estão a introduzir ideias e conceitos inovadores no sector de turismo, fiscalização e desenvolvimento comunitário nas áreas onde estão inseridos.

Sector de Conservação da Biodiversidade promove Estratégia de Comunicação para 2020 – 2024

O evento teve lugar no dia 14 de Dezembro, no Posto Administrativo de Ressano Garcia, no distrito da Moamba, província de Maputo.

A estratégia centra-se na estruturação e implementação de abordagens que que contribuam para a elevação do nível de conhecimento e consciencialização do público sobre o valor da conservação da biodiversidade, mudança de comportamento e adopção de práticas sustentáveis na utilização dos recursos naturais.

No evento, a Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, procedeu ao lançamento da iniciativa de painéis metálicos com mensagens sobre a Conservação de Biodiversidade, enquadrada na estratégia ora lançada.

Numa primeira fase, além do painel de Ressano Garcia já foram igualmente instalados outros dois nos distritos municipais Ka Tembe e Ka Mpfumo. A segunda fase, incluirá a instalação de painéis em Machipanda, província de Manica e nas cidades da Beira, Nampula e Lichinga.

Foram ainda assinados no mesmo evento, uma serie de acordos de colaboração entre a ANAC e o INATUR, a ANE, e a revista Ídolo.

A cerimónia contou com a participação de representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Governo provincial e local, BIOFUND, PNUD, USAID, representantes do sector privado bem como o músico e embaixador da campanha contra a caça furtiva, Stewart Sukuma.

Passados 8 anos após a sua criação, Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas - APAIPS celebra aniversário num evento de sensibilização ambiental

Realizou-se no passado dia 12 de Dezembro de 2020, no distrito de Angoche, na província de Nampula, a cerimónia de celebração pelo 8º aniversário da Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas – APAIPS, gerida pela ANAC.

O evento foi celebrado pela primeira vez na história da APAIPS, e foi marcado por várias actividades de sensibilização ambiental, com destaque para limpeza de praias, palestras sobre a protecção da Área de Conservação, projecção de vídeos sobre a biodiversidade local, entre outras actividades. A efeméride foi patrocinada pela BIOFUND, através dos rendimentos anuais do fundo de endowment doados (especificamente para apoio à APAIPS) pela Conservation International (CI) e pela WWF Moçambique.

A cerimónia contou com cerca de 50 participantes, entre eles membros do governo local, representantes das comunidades locais, parceiros da área de conservação e outros.

Na ocasião, houve uma cerimónia adicional de entrega de diversos materiais de higiene às comunidades locais, para a prevenção contra a COVID 19. Um outro momento marcante a destacar, foi a inauguração de um painel informativo sobre a APAIPS, que vai ajudar na divulgação da importância das espécies protegidas.

Composta por uma rica biodiversidade marinha, com destaque para recifes de corais, mangais e tartarugas marinhas, a APAIPS é também beneficiária do Programa PROMOVE Biodiversidade financiado pela União Europeia e gerido pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND.

Desafios por de trás da fiscalização da biodiversidade: uma história que inspira

Trabalhar como fiscal nas Áreas de Conservação é uma tarefa arriscada mas que me enche de orgulho!” Esta é uma declaração de Felizardo Sinaportane, fiscal no Sábié Game Park.

Felizardo tem 46 anos de idade e trabalha como fiscal desde 2012. Desde cedo sempre foi apaixonado pela natureza, tendo trabalhado também anteriormente durante 4 anos como marinheiro.

Apesar desta paixão nem tudo é um mar de rosas.  Este fiscal tinha todos os motivos para desistir deste trabalho pois em 2016 durante uma ronda de patrulha e perseguição de caçadores furtivos, ele e alguns policiais foram brutalmente atacados pela comunidade, que via na caça furtiva uma fonte de rendimento fácil. Após este ataque, Felizardo conta que teve ferimentos graves tendo ficado impossibilitado de trabalhar por mais de um ano.

Em conversa com a equipa da BIOFUND, Felizardo contou que a relação do parque com a comunidade é muito complicada, tendo acrescentado que os fiscais só podem perseguir os caçadores furtivos dentro das Áreas de Conservação.

Mesmo com tantos motivos para desistir, Felizardo continua firme e forte a trabalhar para a conservação da Biodiversidade.

“O homem é chefe de todos os animais e eu vou continuar a trabalhar pela conservação da natureza.”

Cheio de entusiasmo, Felizardo Sinaportane prossegue as suas actividades e procura incentivar outras pessoas para trabalharem na conservação da biodiversidade.

Não deixe de seguir a nossa página e conheça mais histórias sobre a conservação da biodiversidade.

Parque Nacional de Zinave reestrutura associação comunitária da zona tampão

Denominada Vuka Zinave (AVZ), a associação foi criada em 2009 mas paralisou as suas actividades em 2012. Em 2017 o sector comunitário do Parque Nacional de Zinave (PNZ) iniciou com o processo de revitalização da associação, que motivou a sua reestruturação num encontro que decorreu durante dois dias nos finais do mês de Novembro de 2020.

O evento visava apresentar os membros da associação, formar a sua estrutura de gestão e definir tarefas de cada membro. Durante o encontro, foram apresentados vários temas, dentre eles o tema sobre o “Fluxo de Informação na AVZ” apresentado pela estagiária do PLCM Maria Rangel, integrada no departamento comunitário do PNZ.

Durante a apresentação, Maria Rangel explicou como deve fluir a informação sobre as actividades desenvolvidas pela associação, bem como o papel do parque como coordenador das actividades na associação e nas comunidades e o papel dos membros da associação no exercício das suas actividades.

Com a reestruturação da associação, o parque passa a contar novamente com o apoio da comunidade na gestão sustentável dos recursos naturais. O sector comunitário tem o desafio de manter a associação activa e como estagiária integrada no sector poderei colaborar para a concretização desse objectivo, apoiando na criação de programas para dinamizar as actividades da associação”, acrescentou Maria Rangel

De referir que a associação Vuka Zinave foi criada com objectivo de apoiar o desenvolvimento da vida das comunidades que vivem na zona tampão do parque, com enfoque na valorização, preservação, divulgação e uso sustentável dos recursos florestais e faunísticos do parque.

Mais dois jovens iniciam carreira no sector de conservação da biodiversidade através do PLCM

Os estagiários, Ataíris Massuanganhe, formada em Economia e Talven Jackson, formado em Administração Pública e Gestão, iniciaram no mês de Novembro actividades de estágio pré-profissional no World Wide Fund For Nature – WWF.

O estágio conta com a duração de 6 meses e está a decorrer nos escritórios centrais da WWF. Durante este período, os jovens terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos durante a formação para o benefício da biodiversidade.

Atairis Masssuanganhe, espera terminar o estágio com uma visão diferente no que diz respeito à conservação da biodiversidade e adquirir uma postura profissional.

Espero sair do estágio dotada de conhecimentos relevantes e aplicáveis no sector de conservação e na sociedade em geral, também darei o meu melhor na aplicação dos meus conhecimentos para a protecção da natureza”.

A integração dos estagiários na WWF é resultado da parceria entre a organização e a Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND no âmbito da implementação dos estágios do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique – PLCM.

O PLCM procura motivar para a conservação da biodiversidade, não só profissionais tradicionalmente da conservação, mas também de outras áreas do saber, todas relevantes e necessárias para a conservação.  Neste âmbito, prevê integrar no próximo semestre cerca de 20 estagiários em diferentes instituições parceiras a nível nacional.

#FormandoFuturosLíderesdeConservaçãoemMoçambuique

Hagnésio Chiponde: De jogador de futebol para líder da conservação da biodiversidade

Hagnésio Chiponde é um jovem moçambicano, formado em Medicina Veterinária pela Universidade Eduardo Mondlane, beneficiário da primeira edição do programa de estágio do PLCM, que decorreu na Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e Reserva Especial de Maputo e Marinha Parcial da Ponta do Ouro nos meses de Março a Agosto de 2020.

Hagnésio sempre foi apaixonado pelo futebol e sonhava em jogar profissionalmente, no entanto, a sua dedicação e entrega pela protecção da biodiversidade falou mais alto e hoje trabalha no sector da conservação.

Ele é um exemplo do impacto positivo que o PLCM tem na carreira profissional de jovens, pois após os 6 meses de estágio ele foi contratado por uma organização que zela pela conservação das espécies e a amenização de conflitos homem – fauna bravia.

Tive oportunidade de iniciar a minha carreira na Área de Conservação com o PLCM e actualmente faço parte da equipa de veterinários que auxilia a Administração Nacional das Áreas de Conservação nas operações de campo para conservação da fauna bravia. Tem sido uma experiência cativante”.

Para Hagnésio, fazer o estágio pré-profissional aumentou a sua vontade em trabalhar pela conservação da biodiversidade e abriu-lhe rapidamente oportunidades profissionais muito interessantes!

A BIOFUND assina o 1º acordo de subvenção no âmbito do Programa PROMOVE Biodiversidade, para apoio ao Parque Nacional do Gilé.

Com o financiamento  da União Europeia, a Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, assinou neste mês de Novembro de 2020, o primeiro acordo de subvenção no âmbito do programa PROMOVE Biodiversidade, com a Fundação Internacional de Gestão da Fauna/ François Sommer Foundation/International Foundation for Wildlife Management  – FFS-IGF no valor aproximado de 2.3 milhões de Euros para apoio directo ao Parque Nacional do Gilé, até ao ano de 2025.

Com a assinatura do acordo, pretende-se agregar valor à longa experiência de assistência técnica e financeira levada a cabo pela FFS-IGF no apoio à gestão e administração do Parque Nacional do Gilé, com enfoque no reforço da capacidade de fiscalização da biodiversidade baseado no Acordo Técnico de Gestão e Desenvolvimento do Parque Nacional do Gilé estabelecido desde 2007 entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação – ANAC e a FFS-IGF.

Este projecto, enquadra-se no contrato de subvenção entre BIOFUND e a União Europeia, no contexto da implementação do projecto “PROMOVE Biodiversidade”, que prevê desembolsar 10.2 milhões de Euros sob gestão da BIOFUND. O projecto visa abranger 3 áreas geográficas, nas províncias da Zambézia e Nampula, nomeadamente: o monte Mabu, o Parque Reserva Nacional do Gilé e a Área Protegida das Ilhas Primeiras e Segundas.

Webinar: Estudo sobre as métricas para avaliar a condição ecológica das florestas de mangal: uma contribuição para a implementação dos contrabalanços de biodiversidade de Moçambique

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane – UEM e Wildlife Conservation Society – WCS, realizou no dia 12 de Novembro de 2020 das 9 – 11horas um Webinar para a apresentação do “Relatório de progresso do estudo sobre as métricas para avaliar a condição ecológica das florestas de mangal em Moçambique”.

Este estudo teve o seu inicio em 2019 e é parte do esforço do Programa de contrabalanços de biodiversidade implementado pela BIOFUND, a WCS e a Direcção Nacional do Ambiente (DINAB) para o desenvolvimento de ferramentas técnicas para avaliar a condição ecológica de habitats e espécies e apoiar a implementação da hierarquia de mitigação.

Este Webinar é o segundo encontro realizado com os principais stakeholders envolvidos na gestão dos mangais em Moçambique para discutir o desenvolvimento da métrica de avaliação da condição ecológica das florestas de mangal. O evento contou com 60 participantes nacionais e internacionais incluindo representantes do governo, sector privado, ONGs, academia e agências multilaterais e bilaterais.

O relatório de progresso foi apresentado pela líder do estudo, a Dra. Célia Macamo, docente e pesquisadora da Universidade Eduardo Mondlane, que durante a apresentação destacou a importância de harmonizar os procedimentos para avaliar a condição das florestas de mangal em Moçambique, para avaliar o progresso em projectos de conservação e apoiar a implementação efectiva da hierarquia de mitigação e contrabalanços de biodiversidade em Moçambique.

Para ter acesso às apresentações do Webinar clique aqui

Para ter acesso à gravação do Webinar clique aqui

Estagiários do PLCM realizam Inventário de espécies da flora e fauna no Parque Nacional de Banhine

Realizado durante o final do mês de Outubro, o inventário teve como objectivo identificar o tipo de espécies de animais e flora predominantes na mata florestal do posto de fiscalização de Mungaze no Parque Nacional de Banhine.

A actividade foi conduzida pelos estagiários do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique – PLCM, afectos ao Parque Nacional de Banhine: Euderico Manjama, licenciado em Biologia Marinha Aquática e Costeira, Cadaito Aly Baraca, formado em Informação Turística e Golden Benedito Joaquim, Licenciado em Ciências Biológicas.

Com o material recolhido no local, será feita uma comparação com as informações contidas no Manual usado para certificar o nome científico e descrição da planta ou animal encontrado.

BIOFUND e parceiros reúnem-se para discutir a proposta do Regulamento dos Contrabalanços de Biodiversidade

Entre os dias 2 e 3 de Novembro 2020, a Direcção Nacional de Ambiente – DINAB, e seus parceiros, Wildlife Conservation Society – WCS e BIOFUND realizaram um retiro na praia da Macaneta em Maputo para a revisão da proposta do Regulamento sobre os contrabalanços de biodiversidade.

O encontro teve como principal objectivo a análise da quarta versão da proposta do Regulamento sobre Contrabalanços de Biodiversidade e a elaboração da versão final do mesmo documento que posteriormente será submetida para aprovação pela DINAB no Conselho Técnico do Ministério da Terra e Ambiente – MTA.

O encontro também serviu para determinar os próximos passos e calendário para a aprovação do Regulamento sobre Contrabalanços de Biodiversidade pelo Conselho de Ministros.

A proposta de Regulamento dos Contrabalanços de Biodiversidade surge no âmbito do estabelecimento de princípios, metodologias, requisitos e procedimentos claros e exequíveis que permitam a correcta implementação dos contrabalanços da biodiversidade, integrados nos processos de avaliação ambiental, para fazer face ao rápido desenvolvimento económico no sector de mineração que ameaça a transformação irreversível da biodiversidade e seus serviços ecossistêmicos.

A reunião de dois dias contou com cerca de 21 participantes de várias instituições do Governo incluindo os sectores de ambiente, áreas de conservação, mineração, pescas e parceiros da BIOFUND e WCS através do Projecto COMBO.

Mensagem de Condolências pelo Falecimento do Administrador do Parque Nacional das Quirimbas

Foi com profundo pesar que a Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, tomou conhecimento do desaparecimento físico do Administrador do Parque Nacional das Quirimbas, Sr. Albino Jacinto Nhussi, no dia 30 de Outubro de 2020 na cidade de Maputo, vítima de doença.

Sr Albino Nhussi perde a vida dois anos após o Parque Nacional das Quirimbas ter recebido o estatuto de “Reserva Mundial da Biosfera”, atribuído pelo Programa “Homem e Biosfera” da UNESCO. Este, foi um marco importante no crescimento do Parque Nacional das Quirimbas durante a administração de Albino Nhussi.

À família enlutada, colegas e ao grupo da conservação de Moçambique, apresentamos as nossas mais sentidas condolências por esta perda prematura.

BIOFUND Realiza Primeiras Sessões de Monitoria Virtual das Áreas de Conservação

A Fundação para Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, realizou de 9 a 15 de Outubro de 2020, sessões de monitoria virtual, com as Áreas de Conservação beneficiárias para conhecer o nível de execução do plano de actividades face à nova realidade imposta pela COVID-19 e proporcionar um espaço de partilha de experiências entre os beneficiários.

As sessões contaram com a participação da equipa da BIOFUND, ANAC, representantes da União Europeia, Peace Parks Foundation, Agência Francesa de Desenvolvimento, nossas parceiras, Administradores e Técnicos das Áreas de Conservação, na ocasião, a BIOFUND deu a conhecer sobre os seus novos programas assim como as oportunidades de financiamento.

Trata-se das Áreas de Conservação beneficiárias dos projectos: Abelha (AFD+BIOFUND); MozBio2 (Banco Mundial/IDA); ASA (BIOFUND) e Conservation International (BIOFUND). Desde 2016 até à data já foram canalizados mais de 6 Milhões de Dólares para as Áreas de Conservação.

Como resultado deste apoio, as Áreas de Conservação abriram novos postos de fiscalização e têm vindo a registar um aumento significativo no número de patrulhas realizadas, o que resulta em maior área fiscalizada, mais armadilhas desactivadas e mais avistamento de espécies de fauna.

No total, são actualmente 14 as Áreas de Conservação financiadas pela BIOFUND, nomeadamente: Parques Nacionais de Banhine, Quirimbas, Mágoè, Gilé, Chimanimani, Zinave, Limpopo, Arquipélago de Bazaruto, a Reserva Especial de Maputo, Reserva Marinha Parcial da Ponta de Ouro, as Reservas Nacionais de Pomene e Marromeu, a Zona de Protecção Total do Cabo de São Sebastião e a Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas.

Parque Nacional de Mágoè Intensifica a Protecção da Biodiversidade

Este facto foi apurado aquando da visita de monitoria realizada recentemente ao Parque Nacional do Magóe (PNM), pela equipa da BIOFUND, no âmbito da aprovação da entrada do parque no BIO-Fundo de Emergência, passando deste modo, a beneficiar do pagamento de salários dos 68 fiscais existentes.

OPNM possui uma extensão de 355 852 044 hectares, é composto por uma floresta semi-fechada com predominância de espécies de vegetação seca com destaque para o Colophospermummopane (mopane), Adansoniadigitata (embondeiro) e diversas espécies de fauna bravia, incluindo búfalos, elefantes e crocodilos. O PNM recebe também apoio da BIOFUND desde Setembro de 2019, para o pagamento de custos operacionais que garantem a realização das actividades de fiscalização.

O Administrador do Parque Nacional de Mágoè, Luís dos Santos Namanha, referiu que o financiamento da BIOFUND vem inaugurar uma nova era para as actividades do parque e acrescentou que “O Parque Nacional de Mágoè foi criado em 2013 e funcionava sem nenhum parceiro financeiro. Com o financiamento da BIOFUND foi possível expandir os postos de fiscalização de 5 para 9, facto que contribuiu no aumento da população faunística em espécie assim como em números. O novo apoio do BIO-Fundo de Emergência vai revitalizar a protecção dos corredores migratórios internacionais de fauna bravia entre Moçambique, Zimbabwe e Zambia e vice-versa”.

Este é um dos exemplos das mais de 12 Áreas de Conservação, que mantêm as suas actividades de fiscalização durante a pandemia da COVID-19 graças ao BIO-Fundo de Emergência.

Estagiárias do PLCM Integradas nas Actividades do Desenvolvimento Comunitário no Parque Nacional de Zinave

As estagiárias Maria Madalena Rangel, licenciada em Antropologia e Dulce da Flora Simão, licenciada em Ciências Biológicas, tiveram uma indução inicial sobre as actividades do sector comunitário e as acções prioritárias a serem desenvolvidas, com destaque para o programa de segurança alimentar das comunidades, que visa assegurar a alimentação das famílias recentemente reassentadas do interior do parque para a zona tampão e outras localidades do distrito de Mabote.

Durante as primeiras semanas de actividades, a equipa já acompanhou o projecto de agricultura de conservação, na comunidade de Maculuve, onde foi feito o plantio e a rega de estacas de mandioca.

Uma das estagiárias, deixou ficar a sua satisfação, ao dizer que é gratificante fazer parte de um programa que, por um lado, desenvolve actividades de proteção da biodiversidade, e, por outro, contribui para o desenvolvimento das comunidades.

”Para além da rega, sensibilizamos as famílias abrangidas pelo projecto de modo que estes se organizem para que sejam eles a cuidar regularmente do campo agrícola, fazendo o uso sustentável do material disponibilizado pelo parque”. Disse Maria Rangel, estagiária do PLCM no Parque Nacional de Zinave.

O Parque Nacional de Zinave, localiza-se no Distrito de Mabote, na Província de Inhambane e possui uma superfície de 400000km². Esta Área de Conservação beneficia do apoio da BIOFUND desde 2018, através do financiamento do Projecto Abelha para a proteção da biodiversidade local.

BIOFUND assegura 11 900 000 hectares de biodiversidade protegida até Junho de 2021 em Áreas de Conservação do país

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, aprovou na 2ª Sessão Extraordinária do Conselho de Administração, realizada no mês de Setembro de 2020, a extensão por mais nove meses da FASE 1 do BIO-Fundo de Emergência, garantindo subvenções adicionais de apoio às Áreas de Conservação sob gestão pública e privada até Junho de 2021.

O BIO-Fundo de Emergência foi criado em Junho do presente ano por um período inicial de três meses, com o objectivo de garantir que a queda drástica de turismo no país não prejudicasse a protecção dos recursos naturais nas Áreas de Conservação, particularmente naquelas onde as receitas turísticas financiam os seus custos operacionais. No período inicial de Julho-Setembro de 2020, o programa beneficiou 10 áreas de conservação, sendo que 287 fiscais e outros profissionais do sector permaneceram nos seus postos de trabalho, 909 patrulhas foram realizadas por mês, correspondendo a 28 052 horas de trabalho e a protecção de 1 897 300 hectares de biodiversidade.

A extensão deste apoio prevê o pagamento de 100% dos custos salariais das Áreas de Conservação de gestão privada contra os actuais 50%, passando também a suportar outros custos operacionais e apoio às comunidades ao redor das Áreas de Conservação sob gestão pública e privada, prevendo ainda o apoio de novos operadores do sector privado.

No que concerne as Áreas de Conservação geridas pelo sector público, a BIOFUND irá garantir até Junho de 2021, os custos salariais das Áreas de Conservação mais afectadas pela perda de receitas turísticas, apoio em meios de transporte e materiais de prevenção da COVID-19.

Este apoio, só foi possível graças ao crescimento do BIO-Fundo de Emergência que actualmente (3 meses após a sua criação) conta com 4.3 Milhões de USD, provenientes da BIOFUND  3 Milhões de USD, 1 Milhão de USD do Governo da Suécia através do Banco Mundial/MozBio2 e 249.000 USD da USAID/SPEED+.

BIOFUND e INEP Assinam Memorando de Entendimento no Âmbito do Programa de Estágios do PLCM

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e o Instituto Nacional do Emprego (INEP-IP), assinaram, na tarde de Quinta-Feira, 1 de Outubro de 2020, um Memorando de Entendimento no âmbito da promoção dos estágios pré-profissionais implementados pela BIOFUND, através do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique (PLCM).

O memorando tem como principal objectivo a criação de sinergias na implementação do programa de estágios pré-profissionais no âmbito do PLCM nas Áreas de Conservação, e alargar oportunidades de emprego para integração de jovens.

Durante o evento, a Coordenadora do Programa, Carolina Hunguana, apresentou os objectivos e metas do PLCM e afirmou que o acordo irá criar oportunidades dos jovens se tornarem Agentes de Transformação da conservação da biodiversidade no país.

Intervindo no evento, o Director Executivo da BIOFUND, Luís Bernardo Honwana, destacou a importância do acordo, que vai, por um lado, incentivar os jovens a abraçar a carreira de conservação, e, por outro, assegurar o alinhamento com o Plano Quinquenal do Governo.

Através do PLCM, um Programa inserido no Mozbio 2, fomos solicitados a ajudar a preparar os quadros técnicos que vão trabalhar no sector da conservação. Para a BIOFUND, é uma honra poder ser parte deste convênio, pois, desta maneira, acrescentamos uma pedra na participação da nossa instituição no esforço de realização dos objectivos estabelecidos no Plano Quinquenal do Governo, somos uma instituição privada, porém, escrevemos as nossas actividades de acordo com o estabelecido no Plano Quinquenal do Governo”, frisou Luís Bernardo Honwana.

Falando na ocasião, o Secretário de Estado da Juventude e Emprego, Oswaldo Petersburgo, fez saber que a assinatura do memorando, reveste de um significado especial, pois, a conservação da biodiversidade, consta na matriz das prioridades do governo de Moçambique e constitui fonte de receita e de mitigação dos efeitos nefastos das mudanças climáticas.

Ao rubricarmos este instrumento com a BIOFUND, reafirmamos a nossa visão de garantir o bem-estar dos nossos jovens que passarão a beneficiar de estágios pré-profissionais em áreas estratégicas como a da conservação que, actualmente mobiliza atenção global devido aos temas a ela relacionadas”.

Salientamos que o PLCM é um Programa inserido no Mozbio 2, implementado pela BIOFUND com financiamento do Banco Mundial (durante 5 anos), que visa reforçar a capacidade e habilidades dos profissionais do Sistema Nacional das Áreas de Conservação (SNAC) e moldar o perfil dos futuros líderes da conservação.

Marinheiros Capacitados em Matéria de Conservação de Ecossistemas Marinhos no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto

O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto (PNAB) iniciou no mês de Agosto uma capacitaçãode marinheiros em códigos de conduta de vida selvagem marinha, com o objectivo fulcral de envolver os parceiros locais na conservação activa dos ecossistemas marinhos do (PNAB).

Com o término previsto para o mês de Setembro, a capacitaçãoconsisti na partilha de informações gerais sobre o PNAB e Códigos de Conduta que orientam os marinheiros, como forma de proteger as diversas espécies marinhas, nomeadamente dugongos, tartarugas, baleias, recifes de Corais, entre outras espécies.

Esta capacitação permiti um alinhamento na comunicação entre as comunidades e o parque. Acreditamos que com as informações aqui fornecidas a comunidade será mais motivada e responsável pela protecção e conservação dos recursos naturais do parque” disse António Cuhanha, marinheiro e membro da comunidade local.

Esta actividade insere-se no âmbito da melhoria das relações entre o PNAB e comunidades locais, como forma de alargar o conhecimento das Áreas de Conservação e a importância da protecção dos ecossistemas.

O PNAB é formado pelas ilhas de Bangué, Magaruque, Benguérra, Bazaruto e Santa Carolina, possui uma área de 1430km2e recebe também apoio ao seu funcionamento da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), no âmbito do projecto Abelha, desde 2018. Para mais informação aceda aqui.

BIOFUND realiza a primeira visita de monitoria ao Sabie Game Park (SGP) no âmbito do Bio-Fundo de Emergência

A Fundação para Conservação da Biodiversidade, BIOFUND, no âmbito do Programa BIO-Fundo de Emergência, realizou no dia 9 de Setembro de 2020, a primeira visita de monitoria ao Sabié Game Park (SGP), observando todas às medidas de segurança face à pandemia da COVID-19.

A visita teve como principal objectivo capacitar a equipa da SGP sobre os procedimentos operacionais da BIOFUND bem como recolher informação sobre as actividades de patrulhamento, fiscalização, conservação e envolvimento comunitário.  A visita serviu também para indução e apresentação da equipa do programa.

O SGP está localizado na província de Maputo, no distrito da Moamba, possui uma área de 30 000 ha e é caracterizado por uma rica biodiversidade terrestre com destaque para búfalos, girafas, rinocerontes e elefantes.

Sendo uma das oito Áreas de Conservação de gestão privada beneficiárias do BIO-Fundo de Emergência, o parque conta com o apoio da BIOFUND no pagamento de 50% dos custos salariais de 15 fiscaiscomo forma de reduzir o impacto da perda de receitas do turismo durante a pandemia da COVID-19 e manter uma força fiscal activa no campo.

Dia Mundial da Preservação da Camada de Ozono

Assinala-se hoje, 16 de Setembro, o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozono.

Com o objectivo de preservar a camada de ozono, que funciona como um escudo natural para o planeta, contra a radiação ultravioleta emitida pelo sol, foi criado a 16 de setembro de 1987 o Protocolo de Montreal, um acordo internacional que conta com 191 países signatários. Com a assinatura do acordo, 16 de Setembro passou a ser o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono.

A camada de ozono é um fino envoltório formado por gás ozono (O3) que envolve a terra e protege os organismos vivos da radiação emitida pelo sol. Sem essa camada, localizada a 25 e 30 km acima da superfície (estratosfera), não seria possível a existência da vida no nosso planeta.

A diminuição da espessura da camada de ozônio é um problema grave para os seres humanos. Nas regiões onde se observou essa diminuição, percebe-se que há uma maior incidência de alergias e problemas nos olhos, tais como cataratas e cegueira, e na pele, como cancro. Além disso, a radiação também afecta plantas e outros seres vivos.

Pequenas acções como a reciclagem de materiais, redução do uso de plásticos e plantio de árvores podem ajudar  proteger a camada de ozono.

Faça a sua parte e contribua para a preservação do nosso planeta!

1º Congresso Virtual RedLAC/CAFÉ

Trata-se de um evento inédito, que irá juntar uma comunidade mundial de profissionais de finanças de conservação, incluindo fundos ambientais, doadores, investidores de impacto, ONGs, sector privado e autoridades governamentais entre os dias 6 e 8 de Outubro.

A Rede de Fundos Ambientais da América Latina e Caribe (RedLAC) e Consórcio Africano de Fundos Ambientais (CAFÉ) são redes regionais que agrupam 43 fundos ambientais de 30 países da América Latina, Caribe e África, além de 3 fundos regionais.

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) é membro fundador do CAFÉ (estabelecido em 2011) e vai participar neste congresso.

Garanta a sua participação no evento, fazendo o registo através do link https://live.eventtia.com/en/redlac-cafe

Fundação para a Conservação da Biodiversidade reforça e alarga o apoio operacional às Áreas de Conservação durante a COVID-19

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade, BIOFUND, adoptou diversas medidas que permitem o seu pleno funcionamento, implementando modalidades de trabalho remoto e regime de rotatividade para o pessoal, assim como a realização de reuniões virtuais.

A BIOFUND continua a assegurar  o  apoio a custos operacionais a 15 Áreas de Conservação em 9 províncias do país eos orçamentos dos beneficiários estão a ser ajustados de modo a assegurar as medidas de protecção sanitária necessárias em cada Área de Conservação.

Em Agosto foram prolongados  por mais seis meses, alguns dos estágios profissionais na cidade de Maputo, no âmbito do Programa de Liderança para a Conservação em Moçambique (PLCM). Ainda neste âmbito, destacamos o início em Setembro dos estágios profissionais nas Áreas de Conservação,  anteriormente suspensos devido à situação da pandemia.

Especial destaque para a criação do BIO-Fundo de Emergência, lançado a 15 de Junho, com a duração de seis meses, como forma de minimizar o impacto da pandemia da COVID-19 nas Áreas de Conservação de Moçambique. Este fundo consiste no apoioao pagamento de salários dos fiscais que dependem dos rendimentos do turismo, tendo abrangido, até ao momento, mais de 190 fiscais em 10 Áreas de Conservação de gestão privada.

A organização acredita que com estas medidas, os impactos da COVID-19 serão minimizados e os diversos intervenientes nas Áreas de Conservação da biodiversidade poderão continuar a desempenhar o seu papel na protecção da mãe natureza.

BIOFUND e parceiros trocam ideias sobre a Exposição de Biodiversidade

Após 5 anos de edições do evento de Exposição de Biodiversidade, a Fundação Para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), junta parceiros, doadores e voluntários numa sessão de debate sobre as edições anteriores e perspectivas de novas abordagens para o evento de Exposição de Biodiversidade.

O encontro foi realizado virtualmente, através da plataforma Zoom e contou com participação de cerca de 40 pessoas.

Durante duas horas, além das lições apreendidas, os participantes trocaram ideias sobre o futuro da exposição, com destaque para a reestruturação da mesma, de modo que se torne num evento nacional e mais interactivo!. Outro aspecto levantado no encontro, foisobre o uso de novas ferramentas de divulgação como forma de a tornarmais abrangente.

Para assistir à gravação da reunião clique aqui

Tem alguma ideia inovadora sobre a Exposição da Biodiversidade e quer partilhar com a BIOFUND? Envie um email para o info@biofund.org.mz

Nove Estagiários iniciam Actividades nas Áreas de Conservação no âmbito do Programa de Liderança para Conservação de Moçambique (PLCM)

Trata-se do segundo grupo de jovens graduados seleccionados no âmbito da 1ª Edição do Programa de Estágios do PLCM que iniciaram, no dia 09 de Setembro de 2020, as suas actividades nas Áreas de Conservação por um período de seis meses, observando todo o protocolo de higiene e segurança estabelecido para a prevenção do COVID-19.

As actividades serão realizadas em cinco Áreas de Conservação, nomeadamente: Zona de Protecção Total do Cabo São Sebastião, Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, Parque Nacional do Zinave, Parque Nacional de Banhine e no Parque Nacional de Limpopo.

Este programa visa motivar e atrair jovens recém-formados para o sistema nacional de conservação bem como despertar o seu interesse em trabalhar nas Áreas de Conservação de Biodiversidade.  Carolina Hunguana, Coordenadora do PLCM, referiu que “o programa seleccionou estagiários formados em áreas multidisciplinares, ciências biológicas, naturais, humanas, sociais e outras, como forma de mostrar que o sector da Conservação é abrangente e necessita da contribuição das diversas áreas do saber.”

Cadaito Aly Baraca, formado em Turismo pela Universidade Eduardo Mondlane, estagiário afecto no Parque Nacional de Banhine, diz que É com enorme entusiasmo que através do PLCM, ganho a oportunidade de aplicar esforços em prol da melhoria das condições de vida das comunidades, através da promoção de turismo cibernético e conservação da biodiversidade em Moçambique”.

De referir que, estes estágios estavam previstos para terem iniciado em Março de 2020, tendo sido adiados devido à pandemia da COVID-19.

Relatório Anual da BIOFUND Referente ao ano 2019

É com muito prazer que partilhamos consigo o Relatório Anual da BIOFUND referente ao ano de 2019.

Esta é, como de costume, a versão ilustrada do Relatório e Contas do último exercício que foram aprovados pela Assembleia Geral (realizada a 25 de Maio de 2020).

Esta configuração, mais desenvolvida dos documentos aprovados na AG, com ampla informação sobre as actividades da Fundação, com o pormenor da execução orçamental, com mapas e gráficos que demonstram o comportamento dos principais indicadores – é a forma de darmos a conhecer aos membros da BIOFUND, aos nossos colaboradores e parceiros e ao público em geral, o pulsar da nossa Organização, as principais realizações, os desafios que enfrentamos e os sucessos averbados durante o período em referência.

Para aceder ao Relatório completo clique aqui.

Mais uma doação para o Fundo de Apoio aos Fiscais

O Fundo Dr. Carlos Lopes Pereira, que visa reconhecer e premiar a bravura e dedicação dos fiscais  das áreas de conservação em Moçambique,acaba de receber uma nova contribuição para o seu capital, no valor de dois milhões de meticais feita pela AVM Consultores, representado por Adamo Valy.

Como foi anunciado, o Fundo foi criado com base na doação na totalidade da parte monetária do Prémio Prince William Award for Conservation in Africa – 50.000 libras esterlinas, com que o Dr Carlos Lopes Pereira, Director dos Serviços de Protecção e Fiscalização na Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) foi agraciado em 2019, pela TuskInternational.

A BIOFUND decidiu valorizar o gesto altruístico do Dr. Carlos Lopes Pereira contribuindo por sua vez com outras 50.000 libras – o que permitiu que o Fundo contasse com um capital inicial equivalente e oito milhões e seicentos mil meticais.

A AVM é assim a primeira instituição nacional que adere a esta iniciativa, respondendo ao apelo publicamente lançado pelos seus promotores quando do lançamento do Fundo, a 31 de Julho ultimo, na comemoração do Dia Internacional do Fiscal da Flora e Fauna Bravia.

A partir de 2021 o Prémio Dr. Carlos Lopes Pereira vai atribuir prémios aos fiscais que mais se destacarem ao longo do ano. Vai também conceder apoio aos familiares próximos dos fiscais que no desempenho da sua função percam a vida ou fiquem permanentemente incapacitados.

Dia Mundial do Elefante: Um dia de reflecção sobre o maior mamífero terrestre, porém um animal muito vulnerável

Criado a 12 de Agosto de 2012, com objectivo de proteger todas as espécies de elefantes e obter apoio para a conservação dos maiores mamíferos terrestres do planeta, o Dia Mundial do Elefante foi concebido pela realizadora canadiana Patrícia Sims e pela Elephant Reintroduction Foundation, da Tailândia, onde o animal é símbolo nacional.

O maior mamífero terrestre no planeta, podendo pesar até sete toneladas, o elefante é muito procurado por caçadores furtivos por causa do seu marfim.

Segundo dados divulgados pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), desde 2009, Moçambiquejá perdeu pelo menos 10 000 elefantes e só na Reserva do Niassa, a maior área protegida do país, o número total de perdas passou de 12000 para 4400 de 2011 a 2014. É de salientar no entanto, que acções recentes governamentais e privadas nos últimos anos têm contribuído para reduzir drasticamente esta perda de elefantes.

De acordo com dados preliminares do Censo Nacional de Elefantes (2018), o país conta com uma população de 10800 indivíduos.

A BIOFUND enfatiza que os elefantes são de extrema importância para os ecossistemas e desde 2016 a instituição tem apoiadováriasÁreas de Conservação que albergam este mamífero nomeadamente, a Reserva Especial de Maputo, a Reserva Nacional de Chimanimani e os Parques Nacionais das Quirimbas, Gilé, Banhine, Mágòe, Limpopo e  Zinave.

Você pode contribuir para aumentar o conhecimento sobre a sua importância e procurar soluções sustentáveis para a gestão e conservação do elefante.

Para saber algumas curiosidades sobre o elefante visite as páginas do facebook da BIOFUND e ANAC.

Juntos pela conservação da biodiversidade em Moçambique!

BIO-FUNDO DE EMERGÊNCIA vai beneficiar fiscais das áreas de conservação do sector público e privado em Moçambique

Após o lançamento do fundo, no passado dia 29 deJulho, cerca de 190 fiscais já tem garantia da permanência nos seus postos de trabalho.

Para saber mais sobre o impacto deste fundo clique no link!

Constituído Fundo de Apoio aos Fiscais das Áreas de Conservação

O lançamento deste prémio realizou-se no dia 01 de Agosto no Parque Nacional da Gorongosa, num evento alusivo ao Dia Internacional do Fiscal de Flora e Fauna Bravia, que se assinala anualmente a 31 de Julho.

O Fundo deve-se à iniciativa do Dr. Carlos Lopes Pereira, Director dos Serviços de Protecção e Fiscalização na Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) que, após ter sido  agraciado em 2019, com o prémio Prince William Award for Conservation in Africa, atribuído pela TuskInternational doou a parte pecuniária doprémio de 50.000 libras para a constituição de um fundo de apoio aos fiscais moçambicanos. A gestão deste fundo foi alocada à BIOFUND que decidiu por sua vez contribuir com o valor de 50 mil libras, totalizando um capital inicial correspondente aoito milhões e seiscentos mil meticais.

Com o objectivo de reconhecer a bravura e dedicação dos fiscais das Áreas de Conservação, serão atribuídos prémios aos fiscais que mais se destacarem ao longo do ano. O fundo irá tambémapoiar os familiares mais próximos dos fiscais que percam a vida ou fiquem incapacitados no exercício das suas funções.

Na acasião, a Fundação para a Conservação da Biodiversidade, representada pelo Director Executivo,Luís Bernardo Honwana, referiu que este fundo,denominado Fundo Dr. Carlos Lopes Pereira, não só terá prémios monetários como também irá oferecer diplomas de  honra.

Neste momento, a BIOFUND está a trabalhar na divulgação, no estabelecimento de sinergias e na angariação de mais contribuições nacionais e internacionais para garantiro crescimento do fundo.

Para saber mais sobre o Fundo Dr. Carlos Lopes Pereira clique aqui

Celebra-se hoje, 31 de Julho, o Dia Internacional do Fiscal de Florestas e Fauna Bravia

É um dia consagrado mundialmente ao reconhecimento do trabalho desta classe de profissionais, que desempenham um papel crucial na conservação da biodiversidade. Os fiscais actuam directamente no interior das Áreas de Conservação e nas suas zonas tampão para garantir a protecção da fauna bravia, trabalhando noite e dia, expostos a condições adversas.

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade – BIOFUND, concentra a maioria dos esforços financeiros destinados ao apoio nas Áreas de Conservação para a melhoria das condições de trabalho do sector de fiscalização, que se manifestam pelo apoio logístico em função das necessidades especificas de cada Área de Conservação beneficiaria da BIOFUND.

No âmbito destas celebrações, vai decorrer amanhã, 1 de Agosto, no Parque Nacional da Gorongosa uma cerimônia oficial alusiva ao Dia Internacional do Fiscal de Florestas e Fauna Bravia. O evento é liderado pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e será presidido pela Ministra da Terra e Ambiente (MTA), com a participação da BIOFUND entre outros parceiros da conservação.

Na ocasião, a BIOFUND irá estrear um documentário em homenagem aos profissionais de fiscalização das áreas protegidas, alusivo às celebrações do dia internacional do Fiscal.

Assista ao vídeo dos fiscais aqui!

BIOFUND disponibiliza 3 Milhões de Dólares para o Pagamento dos Fiscais das Áreas de Conservação em Moçambique

Com objectivo de assegurar os postos de trabalho e cobrir os custos salariais dos fiscais e pessoal indispensável para apoiar à fiscalização das Áreas de Conservação durante o período da crise provocada pela pandemia de Covid-19, a Fundação para Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) anunciou nesta quarta-feira, 29 de Julho de 2020, um fundo avaliado em três milhões de dólares (USD $3 milhões) que vai ajudar cobrir os salários de cerca de mil (1000) fiscais das áreas de conservação sob gestão pública e privada que viram cair as suas receitas em resultado da falta de visitantes desde que a pandemia de covid-19 eclodiu no mundo.

Se por um lado a pandemia de covid-19 tem influenciado de forma negativa nas receitas, nos diversos sectores de actividades, o turismo é, por sinal, um dos sectores mais afectados devido às restrições dos movimentos de entrada e saída bem como a circulação interna de pessoas. Assim, as incertezas são enormes para os operadores destes sectores.

Designado “BIO – Fundo de Emergência”, com o lema “Protegendo os Recursos Naturais em Tempos de Crise“, o apoio directo aos operadores das áreas de conservação vai ser implementado em duas fases, nas quais, a primeira irá providenciar apoio directo ao sector público para cobrir os custos salariais de aproximadamente 150 fiscais do sector público e a segunda 800 do sector privado.

De acordo com Luís Bernardo Honwana, Director Executivo da BIOFUND, “o sector depara-se neste momento com grande problema de manter toda a estrutura de guarda dos nossos bens naturais, quando não tem, em contrapartida, as receitas que advêm do turismo”. Neste sentido, Honwana considera que isto determina uma situação de crise, “e como solução, a BIOFUND decidiu criar este fundo para poder apoiar aos operadores das áreas de conservação a prosseguirem com os seus trabalhos de fiscalização”.

Por sua vez, Jorge Ferrão, membro do Conselho de Administração da BIOFUND, sublinhou que “a primeira fase deste fundo de emergência e deve durar seis meses, e será seguida por uma segunda fase, mais abrangente em termos de duração e o apoio a ser providenciado, consoante a evolução da pandemia no país”.

Ainda assim, embora esta acção seja temporária, sobretudo para este período de crise económica provocada pela pandemia, os operadores privados olham para a iniciativa da BIOFUND com enorme satisfação, pois grande parte das comunidades residentes juntos das áreas de conservação depende directamente das receitas provindas daquelas áreas.

“Todas as áreas de conservação sob gestão do sector privado, tem comunidades residentes, aos milhares cuja primeira oportunidade de emprego é o operador que está ao seu lado, e depois vem a fauna bravia que pertence ao Estado e a todos nós”, defende Pacheco Faria, representante da Associação Moçambicana de Operadores de Safari (AMOS).

O fundo implementado pela BIOFUND, em parceira com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e Associação Moçambicana de Operadores de Safari (AMOS) poderá beneficiar 19 parques e reservas nacionais, 20 coutadas oficiais e uma variedade de outras categorias de Áreas de Conservação existentes em 14 importantes regiões ecológicas do país.