Espécies invasoras de flora em estudo na Reserva Especial de Maputo

Trata-se de um estudo  que está a ser desenvolvido pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) no âmbito do Programa de Contrabalanços de Biodiversidade, implementado com o apoio financeiro do Banco Mundial/Projecto MozBio2 e UNDP/BIOSFAC e em parceria com a Wildlife Conservation Society (WCS), a Direcção Nacional do Ambiente (DINAB) e a Direcção Nacional de Florestas (DINAF).

O estudo visa fornecer informções sobre a densidade de plantas invasoras, áreas ocupadas pelas plantas invasoras, áreas prioritárias para restauração dentro da Reserva Especial de Maputo (REM) e desenvolvimento de um plano de restauração e reabilitação de habitats para a reserva.

Para o efeito, uma equipa técnica realizou entre os dias 5 e 14 de Setembro do corrente ano um levantamento de campo sobre plantas invasoras na REM, onde foram identificadas 16 espécies invasoras. As espécies invasoras com maior frequência na REM incluem, Lantana camara, Psidium guavana, Chromalaena odorata e Eucalyptus sp, sendo que esta última cobre actualmente uma área estimada em 800 hectares dentro da REM.

Espécies invansoras são plantas exóticas que se proliferam sem controlo, representando uma ameaça para espécies nativas e para o equilíbrio dos ecossistemas, podendo representar risco até para as pessoas.

O estudo está a ser implementado pela Colterra Environmental Consultants, uma empresa de consultoria contratada pela BIOFUND, no âmbito do projecto piloto de melhoria de habitats para REM. Além da Reserva Especial de Maputo, a Reserva Florestal de Licuáti (RFL) é também uma das áreas abrangidas por estes projectos que visam testar a viabilidade técnica e financeira dos contrabalanços de biodiversidade em Áreas de Conservação e Reservas Florestais em Moçambique.

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