BIOFUND participa na Conferência das Partes para a Convenção da Diversidade Biológica (COP15) em Montreal, Canada

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), participa desde o dia 07 de Dezembro, em Montreal, Canada, na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15).
Considerada a maior reunião de governos de todo o mundo, realizada 1 vez em cada 10 anos, é onde vários países se reúnem para discutirem sobre a biodiversidade e sobre o papel que ela desempenha na proteção do nosso planeta.

O evento organizado pelo Canadá e a China, conta com a presença de mais de 1800 pessoas provenientes de vários países. Moçambique marcou a sua presença liderado pelo Ministério da Terra e Ambiente (MTA), numa delegação que inclui a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Instituto Oceanográfico de Moçambique (INOM), Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), World Wildlife Fund (WWF), Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), United Nations Development Programme (PNUD) e a Federação Nacional das Associações Agrárias de Moçambique (FENAGRI).

A cerimonia de abertura foi marcada pelo discurso de António Guterres, secretário-geral da ONU, onde reforçou o imperativo de deter a perda de biodiversidade e restaurar os nossos ecossistemas naturais: “Sem a natureza, não somos nada. A natureza é o nosso sistema de suporte à vida e, no entanto, a humanidade parece empenhada na sua destruição”. É necessária uma acção urgente e uma colaboração profunda. Esta é uma oportunidade única para a comunidade global unir-se para reverter a perda de biodiversidade e proteger a vida na Terra.

Um dos principais pontos de destaque da agenda é sobre o “quadro global da biodiversidade (QGB)”, que define as metas globais a serem alcançadas até ao ano 2030. Os especialistas, esperam que o novo QGB defina os objetivos ambiciosos que sejam à medida da actual crise da biodiversidade.

Através do novo QGB, pretende-se alcançar 30% de áreas protegidas em todo o planeta até ao ano 2030, tanto em zonas terrestres como no mar. Espera-se igualmente que os países assumam o compromisso de eliminar subsídios financeiros públicos para setores e empresas que danificam o meio ambiente e realocar estes subsídios para ações que sejam positivas para a natureza.

O grupo de países africanos presentes na COP15, avançou com a proposta da criação de um novo fundo global para a biodiversidade, que pode canalizar recursos financeiros em quantidade suficiente para responder aos novos desafios do sector da conservação.

A BIOFUND participou na formulação do posicionamento de Moçambique na COP15, e a participação de alguns membros da equipa foi assegurada com apoio financeiro da UNDP/Projecto BIOSFAC.

Através desta conferência, espera-se alcançar um acordo histórico para deter e reverter a perda da natureza, ao mesmo nível do Acordo de Paris de 2015, sobre o Clima. O que for adotado em Montreal, será essencialmente um plano global para salvar a biodiversidade em declínio do planeta!

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